segunda-feira, 4 de abril de 2011

Síntese do texto Nova Formação, Nova Aprendizagem e Conhecimento de Roberto Carneiro


O texto Nova Formação, Nova aprendizagem e Conhecimento de Roberto Carneiro pretende, no nosso entender, contribuir para o reforço dos 4 pressupostos resultantes do Conselho Europeu de Lisboa em Março de 2000.

“Fazer da Europa o espaço mais dinâmico e competitivo do mundo, baseado no conhecimento”, Garantir um crescimento económico sustentável, com mais e melhores empregos, e com maior coesão social”, “Fomentar a competitividade e a inovação no âmbito do mercado interno”, Modernizar o modelo social europeu, investindo nas pessoas e combatendo a exclusão social”.

Para tal suporta o autor todo o texto em teorias de aprendizagem sócio-pedagógicas cujo pilar é a aprendizagem e o seu desenvolvimento.

Com Thorrndike relembra-nos a teoria Associacionista, isto é “o conhecimento consiste numa ligação (acto incorrecto) / recompensa (acto correcto).
 A aprendizagem será mais eficaz passando pela prática objectiva, repetitiva (mecanicista) das operações (Drill and Practice – Faz exercícios e Pratica). O sucesso do acto realizado pelo sujeito ou o desagradável sabor do fracasso do mesmo produz uma resposta interna que o leva à alteração da prática errada e vice-versa.

Surgem ligados à Teoria BEHAVIOURISTA (BEHAVIOUR “Comportamento”), que tem como alicerce a teoria de Thorndike mas vai mais longe ao defender que a aprendizagem, se bem que uma aventura individual, depende de uma relação entre sujeito “o que faz”, fazer (o que acontece) e ambiente (estímulos), que estabelecem a ligação entre a teoria e a prática. É o primado do professor.

Vigotsky, Piaget, Newell &Simon e Bruner, com as PEDAGOGIAS ACTIVAS (construtivismo) apresentam-nos o processo da aprendizagem como um processo activo de raciocínio de descoberta, iniciativa e esforço. O conhecimento é construído por cada pessoa, a aprendizagem é a construção do sentido. Ao professor compete fornecer os estímulos e os materiais para que o aluno parta para a conquista de novos conhecimentos e saberes. É o primado do aluno.

Entretanto, o estudo da Ciência cognitiva (conhecimento) determina que a maior/menor capacidade de aprendizagem e descoberta de novas soluções estão relacionadas com as experiências e conhecimentos já então adquiridos.

O Construtivismo Cognitivo surge como ponto de equilíbrio entre a pedagogia passiva (mecanicismo) e pedagogias activas centradas no aprendente. A capacidade de autogestão de conhecimentos. Aptidões cognitivas, esforço de aprendizagem e relações interpessoais determinam as competências favoráveis ou desfavoráveis no processo de aprendizagem. As competências metacognitivas são a chave da aprendizagem autónoma, assistida e comunitária.


As TIC e a teoria do construtivismo cognitivo com as devidas adaptações vieram contribuir para a criação de comunidades aprendentes ao mesmo tempo melhoram desempenhos, solucionam problemas na base das inteligências partilhadas originando um explodir de processos sustentáveis de aprendizagem de grupo.

Este construir colectivo de saberes partilhados, com comunicação bi ou multidirectional, por oposição a uma transmissão unidireccional daquele que detém o saber para o receptor, é o novo paradigma da aprendizagem, que é fortemente potenciado pelas novas TIC, particularmente pela chamada Web2.

Esta realidade não é exclusiva dos indivíduos. Coloca-se também às Empresas e às Organizações em geral.

Compete-lhes serem capazes de criar as condições necessárias à geração e disseminação de novos conhecimentos e de o incorporar nas suas cadeias de valor.
As que forem capazes de o fazer, tornando-se organizações aprendentes (learning organizations), ficarão mais aptas a sobreviver. As outras irão cristalizar e, seguramente, definhar.

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